Ter um namorado americano

Conheci um americano de 49 anos e não entendia porque um homem bonito, sexy e inteligente queria um,a mulher de 40 como eu, já que poderia ter uma mulher mais jovens. O que me assustou mesmo foi quando ele disse que me amava com menos de 1 semana de quando nos conhecemos. Esteja casado (a) com um cidadão (a) americano (a) por 3 (três) anos e não ter se ausentado do país por mais de 6 (seis) meses e ter estado nos EUA pelo menos 18 meses. Eu casei no Brasil, tenho 2 anos de casada e 1 ano que moro aqui, meu green card só tem 1 ano. Eu lir em algumas pesquisas q fiz que são 3 anos de green card. Faça um jantar caseiro simples, mas interessante. Convide seu namorado para algo em casa e prepare algo delicioso e de preço acessível, aliado a uma boa garrafa de vinho. Se preferir, prepare um belo piquenique, que mostre seu empenho em planejar tudo o que fazem juntos. Convide-o para outra atividade que não seja cara. Baixar imagem. As pessoas já estão cansadas de saber como é bom ter um namorado, mas mesmo assim é bom reforçar. Ter um namorado significa que você vai ter com quem dividir os momentos bons e ruins, e que você nunca se sentirá sozinha. Ola ! gostaria de fazer algumas perguntas.Sou noiva com um Americano namoramos a um ano e meio e agora queremos nos casar,tenho visto B2 ja fui nos Eua uma vez ,e ele sempre vem ao brasil,queremos casar e morar nos EUA.Estou indo para la ficar 3 meses e gostariamos se for possivel já casarmos no civil e voltamos para casar no Brasil o casamento (Religioso). Em anexo vieram as imagens do namorado americano. As informações, como vimos acima, eram esquisitas. Um soldado na guerra que não recebe salário! Um filho nos EUA que não têm como pagar a escola! Vão se casar no Brasil sem nunca terem se visto! No mesmo dia nos enviou um email que recebeu do filho do “namorado”. lu, lendo bastante os blogs de brasileiros nos eua, vejo que o casamento entre um americano e uma brasileira acontece muitas vezes de forma rapida, com sei la, 6, 8 meses de namoro. normalmente por ele ter medo de perder ela, ja que o visto acaba em alguns meses. o americano nao acha estranho isso de casar rapido. Como um brasileiro e um americano também podem casar num terceiro país com vistos de turismo, ex: México, Bahamas, República Dominicana. Desde que ao final da sua viagem você retorne ao seu país de origem e use o seu visto para a sua finalidade que é uma viagem curta com retorno programado, não há problema algum. Muitos exemplos de traduções com 'ter um namorado' – Dicionário inglês-português e busca em milhões de traduções. Ter um namorado em Seattle, nos Estados Unidos, era como não ter ninguém. É muito longe', diz a fonte, completando que o término foi amigável. Procurada, a assessoria de imprensa de Ana Maria limitou-se a dizer que não fala da vida pessoal dela.

Minha experiência nos EUA

2020.09.02 18:43 sweet_gih Minha experiência nos EUA

Eu fiz intercâmbio em 2018 em Los Angeles. Já vou começar dizendo q..a comida eu não gostei muito não. Podem ter certeza q a comida brasileira é muito melhor. As panquecas eu não gostei muito do gosto,mas eu acho q era é mulher q não sabia fazer. Açaí que é uma coisa q eu amo,é difícil achar...então a parte da comida eu não curto muito,o feijão é horrível mano. Os americanos são chatos demais velho,meu namorado fica bravo quando falo isso pq ele é americano kkkk,enfim,pelo menos no colégio q eu estava,as meninas eram chatas demais,elas pareciam ter inveja de quem era de outro país entendem? Os meninos eram legais até,eles gostam de quem fazia intercâmbio,eles perguntavam se podiam te ajudar e etc. Eu tinha tido um encontro com um garoto lá mas não acabou rolando nd,eles não beijam em encontro,apenas conversam..no final ficamos apenas na amizade. Eu tinha me apaixonado por um menino do mercado gente kkkkk,eu ia sempre naquele mercado só pra olhar pra ele,até q um dia eu perguntei pra ele "moço,onde tem papel higiênico?" Ele me levou até lá e teve um hora q falei baixinho em português "meu Deus,que homem lindo" ele deu risada e disse em português "agradeço pelo elogio moça" eu fiquei paralisada kkk. Toda escola vai ter um grupo de brasileiros gente,TODA. O brasileiro só não domina o mundo por preguiça msm kk. O aprendizado das escolas lá são bem melhores do q do Brasil..SEM DÚVIDAS. Eu fui na calçada da fama,é top demais. Pretendo morar lá mais pra frente
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2020.08.04 22:42 Mr_Libertarian Meia entrada, inteira estupidez, nenhuma vergonha

Por: Paulo Kogos
A legislação concernente ao “direito à meia-entrada” engloba uma quantidade desanimadora de projetos de lei, de medidas provisórias e de decretos-lei — um verdadeiro emaranhado jurídico. Trata de temas como emissão de carteiras estudantis, qualificação jurídica de estudante, definição dos tipos de estabelecimento e eventos que serão enquadrados. É a prova de que o estado, ao interferir nas trocas voluntárias das pessoas, gera erros que antes não existiam. Potencializa falhas que os legisladores insistem em remendar com leis adicionais, as quais geram novas falhas, sendo que bastava apenas revogar as anteriores. Defendo aqui a revogação da lei da meia-entrada.
Deparei-me com diversos sites de movimentos estudantis, e nele estão resumidos os sentimentos bárbaros que permeiam a mentalidade daqueles que aprovam essa determinação.
O primeiro argumento é o de que a meia-entrada é lei, como se algumas das maiores atrocidades da História não houvessem sido cometidas em nome das leis impostas pelos estados. Elas violam os direitos naturais dos indivíduos. Trata-se de legislação criminosa. É impossível concluir que há o dever de cumpri-la por meio de um argumento legal positivista. Ao contrário: há um dever moral de descumpri-la. Conforme lembra Thomas Jefferson, quando a injustiça se torna lei, a resistência se torna um dever. Uma solução bonita já praticada em alguns eventos é estender a meia-entrada a todos, afinal não há legislação que impeça isso. Basta dizer que o preço base é o dobro do preço praticado e não há nada que os legisladores possam fazer a respeito.
Outro bordão repetido constantemente é: “meia-entrada: um direito do estudante brasileiro”. Falácia. O estudante não possui direito à meia-entrada. Aliás, ele sequer possui o direito de entrar em um cinema ou teatro. Uma casa de espetáculos é propriedade privada do seu dono, assim como uma residência, plantação ou consultório médico. O uso econômico que o proprietário faz de seu imóvel não altera sua natureza privada e ele deve poder decidir quem nele entra. Ninguém tem o direito de entrar na residência de uma pessoa, e o mesmo vale para um cinema.
É possível, contudo, que o proprietário de um estabelecimento, ao buscar o lucro, firme um contrato com um indivíduo, permitindo que ele adentre o local mediante um pagamento. O dono do local tem o direito de exigir a quantia que quiser, e o consumidor decide se aceita ou não a oferta. O preço justo é aquele que resulta de um acordo voluntário entre as partes. Obrigar o empreendedor a adotar uma determinada política de preços é um ato de agressão. É uma violação do seu direito à propriedade privada, um direito negativo que impõe aos agentes externos a obrigatoriedade de não violá-lo. Direitos positivos tais como “direito à meia-entrada” impõe a terceiros uma obrigação de supri-los, conflitando com o direito negativo à propriedade. A lei deve proteger os direitos negativos apenas. Conforme nos explica Frédéric Bastiát em A Lei, um uso alternativo da legislação terá efeitos indesejáveis:
Quando a lei e a força mantém um homem dentro dos limites da justiça, elas o impõe nada mais que uma mera negação. Apenas o obrigam a se abster de causar dano. (…) Mas quando a lei, por intermédio de seu agente necessário – a força – impõe uma forma de trabalho, um método ou matéria de ensino, uma crença, uma adoração, ela não é mais negativa, ela age positivamente sobre os homens (…) Eles não mais terão necessidade de consultar, comparar ou prever; a lei faz tudo por eles. O intelecto se torna um fardo inútil; eles deixam de ser homens; eles perdem sua personalidade, sua liberdade, sua propriedade.
Há um órgão chamado Delegacia da Meia-Entrada, da UJE (União dos Jovens e Estudantes), cuja função é incitar estudantes a denunciar os estabelecimentos culturais e esportivos que não se adequarem à legislação da meia- entrada. Uma sirene de polícia serve como vinheta para o vídeo institucional do órgão. O empreendedor é visto como um inimigo em potencial, senão como um criminoso, sendo que tudo o que ele faz é sacrificar seu tempo e arriscar seu capital para fornecer serviços de entretenimento e cultura ao consumidor, visando o lucro. No auge da opressão socialista na Alemanha Oriental, um em cada seis adultos era informante do governo. A atitude dos movimentos estudantis lembra a dos informantes da Stasi, a polícia secreta da República Democrática Alemã.
Thomas Sowell certa vez disse que “A primeira lei da economia é a escassez. A primeira lei da política é ignorar a primeira lei da economia”.
A constatação de Sowell é clara no que diz respeito à Lei da Meia Entrada. Cinemas, teatros e shows são escassos. Qualquer intervenção estatal nos preços do setor gerará distorções que prejudicarão produtores e consumidores dos serviços de entretenimento.
Podemos deduzir da praxeologia que as empresas de cinema, teatros e shows estão lucrando menos do que lucrariam na ausência da lei, pois do contrário seus gestores aplicariam suas determinações voluntariamente. Empresários buscam maximizar o lucro de suas empresas. Menor lucratividade em um setor da economia implica necessariamente menor reinvestimento, menor atratividade para potenciais concorrentes e menores salários.
Menor reinvestimento acarreta redução na implantação de novas tecnologias e de métodos gerenciais que aumentariam a qualidade dos serviços prestados ou que reduziriam custos devido ao aumento na eficiência das operações. A menor atratividade reduz a concorrência, que é justamente a força que pressiona as organizações a inovar, abaixar seus preços e melhorar seus serviços. Pequenos empreendedores ficarão de fora do mercado. Hoje algumas poucas empresas controlam a quase totalidade dos cinemas. Salas baratas em bairros de periferia ou cidades do interior enfrentam dificuldades de se manter, sendo que muitas fecharam as portas. Antes desta legislação não só havia salas de cinema mais acessíveis como também era comum que pessoas de baixa renda fossem às mesmas salas frequentadas por pessoas de alta renda. Hoje, o Brasil, único país com lei de meia-entrada, apresenta os ingressos mais caros do mundo. Uma ida ao teatro, por exemplo, requer certo grau de planejamento financeiro.
Os menores salários pagos aos empregados do setor, um efeito que a esquerda estudantil se recusa a comentar, afetam todos os salários da economia. Os assalariados de outra indústria poderiam querer migrar para o ramo de eventos se a remuneração fosse maior, o que forçaria os empregadores a aumentar os salários daquela indústria se quisessem reter a mão-de-obra.
A lei da meia-entrada nada mais é que uma discriminação de preços imposta pelo estado. Essa prática já é adotada voluntariamente por empreendedores em diversos mercados. Casas noturnas costumam cobrar um ingresso menor de mulheres. Uma maior proporção de mulheres aumenta a atratividade da balada e o dono do local aufere maiores lucros ao discriminar preços por gênero. O mesmo acontece com as promoções do tipo “leve 3, pague 2”. Aqui a discriminação é relativa à quantidade comprada. O comerciante percebe uma elevada elasticidade na demanda de parte da sua clientela e lucra com esse tipo de oferta. Alguns estabelecimentos americanos oferecem descontos para veteranos de guerra. O motivo pode ser um apelo de marketing ou o patriotismo do empresário, mas o fato relevante para a economia é que, sendo uma decisão voluntária, é ela que maximiza a utilidade dos agentes envolvidos na troca.
Cabe ao empreendedor decidir se adotará uma estratégia de discriminação de preços, qual será ela, qual será o público-alvo e como ela será implantada. Em um mercado desregulamentado de cinemas, por exemplo, poderia haver cinemas especializados no público infantil, que exibiriam animações e ofereceriam descontos às babás. Outros seriam voltados para pessoas idosas e teriam maior facilidade de acesso. Haveria promoções de dia dos namorados, com filmes românticos o dia inteiro e desconto para os homens. Poderíamos nos deparar com salas especializadas em filmes cult ou mesmo em documentários. Estas seriam as principais candidatas a ter parcerias com escolas e universidades, oferecendo descontos aos estudantes de forma voluntária (e com uma genuína razão de existir).
O modus operandi estatal, porém, engloba todos os indivíduos com uma regulação que mina a iniciativa, a flexibilidade e a imaginação empreendedora. A precisão do cálculo econômico do empreendedor, sua propensão a assumir riscos e a necessidade de inovar são prejudicados, dificultando a existência desses arranjos.
Quando o estado força uma política de discriminação de preços, ele está se apoderando do papel do empresário, mas sem o seu incentivo de alocar recursos eficientemente para auferir lucros, e sem o conhecimento específico do mercado onde ele atua. O burocrata é um ignorante de todos os mercados. A lei da meia-entrada é um ato de planificação econômica que necessariamente terá um efeito predatório sobre a economia.
Engana-se o estudante que acredita estar obtendo alguma vantagem com a meia-entrada. A legislação não pode alterar os custos do produtor. Se o governo obrigá-lo a cobrar meio ingresso de uma pessoa, ele aumentará o preço base do ingresso para minimizar a perda de receita. Todos os outros pagantes arcarão com o custo. No Brasil, quase a totalidade dos ingressos vendidos em cinemas, teatros e shows são meias-entradas, que por isso custam praticamente o dobro do que poderiam custar imediatamente após a revogação dessa lei. O mercado ainda absorveria efeitos benéficos adicionais advindos da desregulamentação, que reduziriam ainda mais os preços.
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que limita a meia-entrada a 40% dos ingressos vendidos. Segundo os autores do projeto, a imprevisibilidade da demanda por meias-entradas é assim mitigada, permitindo que o empresário reduza os preços da admissão. Embora este argumento seja verdadeiro, o projeto de lei não resolve o problema. A agressão continua existindo, juntamente com todos os efeitos encarecedores do ingresso gerados pela menor lucratividade do setor e pelo ajuste do preço para mitigar a perda de receita.
Haverá ainda outra consequência nefasta. As pessoas correrão para comprar os ingressos com antecedência antes que a cota de 40% acabe. É provável que haja um esgotamento mais rápido de todos os ingressos, o que exigirá do consumidor um maior gasto com informação e planejamento. A corrida também poderá induzir um aumento dos preços, bem como a maior presença de cambistas.
Uma pessoa racional deve enxergar a hipocrisia por trás desta legislação, que diz proteger o idoso e o estudante, mas faz exatamente o contrário. Esta segregação das pessoas em categorias é uma mera abstração, que serve apenas à estratégia do estado de dividir para conquistar. Na prática, todos arcam com os custos do intervencionismo, mais cedo ou mais tarde. Um estudante não será estudante para sempre. Durante a maior parte da sua vida ele não o será, sendo obrigado a pagar um ingresso maior que o de um mercado desimpedido, seja o preço maior inteiro para si próprio ou a metade de um preço maior para os seus filhos.
O idoso pagará metade de um preço maior utilizando a poupança que acumulou ao longo da vida. Esta poupança é menor do que seria sem a lei da meia-entrada, pois ele passará a maior parte da vida pagando o preço maior inteiro. Aritmeticamente a legislação não faz o menor sentido.
Por derradeiro, refuto a ideia de que a lei da meia-entrada incentiva à educação. Tal afirmação é autocontraditória. Consideremos que a sólida ciência econômica e o forte senso de ética e moral fazem parte de um bom processo educativo. Uma legislação baseada em falácias econômicas e que incita à aquisição de vantagens gratuitas mediante agressão é, logicamente, antieducativa.
Mas nem todos saem perdendo. As organizações emissoras da carteirinha de estudante, que terão seu oligopólio assegurado pelo novo projeto de lei, ganharão muito dinheiro. Os políticos e burocratas também se beneficiam com os votos do curral eleitoral estudantil. É este o único objetivo dos legisladores. Se a intenção fosse nobre, bastaria reduzir os impostos, que são responsáveis por quase metade do preço dos ingressos. Os defensores de uma lei de meia-entrada, com ou sem cotas, estão apoiando estes interesses impudicos e indo contra os interesses legítimos dos indivíduos honestos.
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2020.06.23 20:45 didx Um texto autobiográfico escondido pela máscara do anonimato.

É difícil falar do passado. Já perdi as contas de quantas vezes comecei posts semelhantes, mas sempre desisto antes de postar... Colocando o meu passado à mostra, talvez eu consiga aceitá-lo e olhar para o futuro. O anonimato me permite contar a minha história sem precisar me identificar...
@Mods, se não puder pôr aqui, eu ponho no desabafos, só peço que me avisem antes de apagar...
É a história de uma vida (ou várias), então peço desculpas se for longo demais; preciso pôr pra fora.
Nesses meus 28 anos, tive três ou quatro vidas diferentes. A primeira começou num bairro pobre de Santo André, de frente para uma comunidade, vivendo de favor num imóvel do meu avô, com quem tive pouco contato e que faleceu antes que pudesse conhecer melhor.
Apesar de pobre, vivia feliz. Filho de pai e mãe trabalhadores, tive o melhor que podiam me dar... E reconheço que não foi pouco. Graças ao esforço de meu pai, aos meus sete anos recebeu uma oferta de trabalho em uma multinacional de processadores, o que se transformou em uma proposta de relocação para os States.
Ali, na virada do século, aos oito anos, começou uma segunda vida. Mudamo-nos para Nashua (no estado de New Hampshire) e, apesar de imigrante em um país distante, aprendi o inglês com certa facilidade (não que eu tivesse outra opção). Do meu esforço fiz meu próprio mérito e, mesmo sofrendo de hiperatividade, consegui ter um desempenho brilhante, com médias mais altas que as de muitos nativos.
Ganhei uma irmãzinha e meu pai, uma nova relocação, para a outra costa. Voltamos ao Brasil para o batismo dela, e logo retornamos à "terra dos livres e lar dos bravos". Foi a última vez que vi meu avô.
2001, em Hillsboro, no Oregon, nova cidade, nova escola, novos amigos... Um certo receio, invisível pra mim, por parte dos adultos; imigrantes latinos são sempre mal vistos, e apesar das altas médias, tinha uma cadeira particular na sala do diretor.
Aí veio 2003, e o fim da minha segunda vida – durante as férias de verão, um colega de trabalho do meu pai nos levou para um passeio de barco no rio Columbia... Flutuando em uma boia puxada por esse colega, sofri um traumatismo craniano ao ser atropelado por um jet-ski que tentava pular as ondas feitas pelo barco. 14 minutos com o coração parado, uma experiência de dimetiltriptamina tão jovem, morri ali.
Meu pai ficou paralisado, em choque. Não fosse o ato heroico de seu colega, teria ficado morto. Não o culpo; não são muitos que conseguem reagir numa emergência. Sempre me pergunto se estaria aqui hoje para contar essa história, se isso tivesse ocorrido no Brasil... Quais e quantas sequelas teria?
Das 18:00 do dia 10 de Julho de 2003 às 02:00 do dia 11, nas mãos de um excepcional neurocirurgião pediatra, fui revivido. Oito dias na UTI, um mês e meio de reabilitação e fisioterapia; precisei reaprender a falar, comer, andar... Tenho até hoje a falha no cabelo e os pinos no crânio, para nunca me esquecer.
Recebi visitas de todos os meus colegas e professores, cartas e flores e telefonemas de familiares no Brasil... Mas terminada a emergência, meu pai precisou voltar ao trabalho, minha mãe me acompanhando no hospital, minha vó precisou ir até lá para cuidar da casa e da minha irmã. Ambos lidaram com isso pior do que eu; meu pai mergulhou no trabalho, minha mãe desenvolveu PTSD. O casamento deles morreu ali, e me culpo por isso até hoje...
Começou, então, minha terceira vida. Sofri com o retorno às aulas; apesar da recuperação ótima e não ter sofrido nenhuma sequela neurológica séria, passei a ver a vida com novos olhos. A partir dali, não podia mais praticar esportes, nem brincar com os amigos, só saía de casa acompanhado... Animal Crossing foi a salvação da minha sanidade. Todas as horas livres dediquei para fazer um vilarejo bonito; não podia ter amigos reais, então fiz amigos com os NPCs.
No final de 2004... Fez-se necessário permanecer um ano fora, para oficializar o green card, dar baixa na documentação brasileira, e receber a cidadania americana. A alternativa era Vancouver, ao invés de São Paulo. Optamos pelo Brasil, por apenas um ano... Mas esse um ano virou quinze.
O pai foi relocado para a empresa no Brasil; seu chefe o enrolou numa rede de corrupção, que culminou na sua demissão. O sonho americano tornou-se areia e escapou por entre meus dedos. O gosto amargo de decepção e a falta de habilidades sociais me fez ermitão. 2005 se encerrou com o início da minha quarta, e atual, vida.
2006, retornei a Santo André.
2007, o processo legal movido contra a empresa responsável pela falha mecânica que ocasionou na minha (quase) morte rendeu-me uma indenização recheada, da qual foram debitados os custos médicos e advocatícios. Restaram-me $48.500,00, bloqueados até completar 18 anos.
Meus pais brigavam e gritavam diariamente. A desilusão se transformou em depressão, e não fui capaz de me sustentar no primeiro ano do ensino médio – tampouco pela adoção de um novo sistema de avaliação na escola; das quatro turmas do primeiro ano, uma inteira reprovou, na qual estava incluso.
2008, o pai ficou desempregado outra vez. O casamento, já definhado pelo estresse e trauma, não aguentou e ruiu. Separaram-se. Minha mãe assumiu a casa e as contas; talvez pela mensalidade ser mais barata, talvez para evitar que eu seguisse o mesmo caminho que meu pai, minha mãe me transferiu para um colégio pseudo-militar, dirigido por uma sargenta, cujo nome rima com "bosta".
Não bastava ser inteligente, precisava ser gado, e eu, irreverente, indisciplinado, ou talvez apenas por ter a personalidade forte, reprovei outra vez.
2009, fui transferido novamente, para um colégio com nome geométrico. Curso técnico. Informática. Aprendi a programar no primeiro semestre. A mãe tentou o amor outra vez, mas seu namorado não gostava dos filhos dela. Em um belo feriado, foi viajar; fui para a casa da minha vó. Quando eu voltei, tinha uma nova fechadura na porta. Um mero mal entendido, mas me motivou a ir morar com meu pai na capital paulista, ele novamente empregado, desta vez em certa multinacional coreana de tecnologia. Foi ali quando essa quarta vida começou a desandar.
Apesar do colégio de destino (de péssima qualidade, diga-se) ter E.M. técnico, não aceitavam transferência; para não perder mais um ano, aceitei o regular.
Logo depois de completar 18, em 2010, o pai tornou-se vítima de nova corrupção corporativa... Foi demitido. A partir daí, precisei torrar a indenização, já que ele não admitia que eu trabalhasse, e eu era incapaz de convencê-lo. Passei a arcar com todas as despesas. Aluguel, condomínio, contas, alimentação... Meu pai, sonhador, começou a perseguir sonhos altivos, já que ninguém queria contratá-lo devido seu histórico de demissões.
A mensalidade do colégio virou mensalidade da faculdade. Eu, tolo, imbecil, estúpido, mesmo tendo passado na primeira fase da FUVEST e tendo tudo para passar na segunda, escolhi a Anhembi Morumbi. Se eu pudesse voltar no tempo, desceria o cacete no eu de 19. Ao invés de Ciências da Computação na USP-São Carlos, fui fazer Design de Games com os mauricinhos e patricinhas do bairro Morumbi. O objetivo era, através da rede Laureate, pedir uma transferência para o Canadá, contando com as promessas do meu pai, baseadas em sonhos altivos e sem nada concreto que sustentasse... Sonho com isso até hoje.
Nesses três anos, o dólar subiu e baixou de valor, cada dólar valendo 3,50, depois 3,00, 2,00... Aquela indenização já estava ficando sem recheio. Hoje, com cada dólar valendo cinco talkeis, seria um bônus ímpar... Mas, sem nenhuma fonte de renda, esse bônus esgotou-se.
2013... Retornamos à casa da minha avó. Eu, idiota, achei que teria condições de enfrentar a viagem de um bairro distante em Santo André até o Morumbi, de transporte público... Contratei o FIES. Outro erro – ninguém merece uma dívida estudantil de R$63.000.
Voltei a morar com a minha mãe na segunda metade do ano – morando a cinco minutos de uma estação de trem, pelo menos não precisaria pegar ônibus. No entanto, da janela da cozinha, vejo a UFABC... Fiz amigos em Santo André, graças a amigos de amigos... Ou, eu achava que eram amigos. No final, eram daquelas amizades desequilibradas, onde um lado dá mais valor que o outro. Eles estudavam na UFABC, e vendo o desempenho menos que ideal deles, imaginei que eu também conseguiria.
No entanto, o prazo para transferência era curto, e a Anhembi Morumbi fez de tudo para não cumprir o prazo para entrega de documentos, apesar do pedido de urgência; minha nota do ENEM insuficiente (por pontos decimais), fui para a UNIFESP e de lá me transferi para a UFABC. Passei 2014 ao vento, e em 2015 consegui.
Outro erro.
Acreditei que era capaz, mas não tinha a mentalidade certa – uma vida acadêmica requer mais esforço do que eu tinha para dar – e com a carga horária pesada e as falhas sistêmicas, cheguei à conclusão que o problema era eu... Na realidade, o problema eram os amigos. Era a primeira vez que eu sentia que pertencia a um grupo, e me agarrei nisso como um colete salva-vidas. Estava enamorado de um deles, mas esse relacionamento se provou unilateral e insustentável.
Nesse mesmo ano, passei em um concurso público municipal, mas como a minha prioridade era acompanhar o grupo, acabei perdendo a vaga. No ano seguinte, fui chamado para uma vaga de estágio em certa multinacional alemã de TI.
Perdi os amigos e o namorado, mas, ainda assim, tinha tudo para dar certo. Até que o drama familiar começou. Meu tio sofreu um AVC, virou um legume. Fiquei sem chão, sem cabeça para me concentrar. Junto dele, perdi também a vaga de estágio e a vaga na UF.
Passei 2017 em depressão. O ano inteiro. Saía de casa, quando muito, para comprar cigarro e erva, e pra passear com as cachorrinhas. No fim do ano, meu tio faleceu.
Foi a gota d'água. Estava decidido em acabar a minha própria vida no meu aniversário. Não consegui, então fui atrás de ajuda, pelo SUS, a única opção que tinha. E consegui. Comecei a me medicar, e vivi os primeiros cinco meses do ano em letargia total. No segundo semestre, surgiu uma nova oportunidade de relacionamento, uma nova oportunidade financeira, e uma nova oportunidade acadêmica. Tentei agarrar as três, e falhei miseravelmente.
Mas estava decidido a não me deixar afundar em depressão de novo. Fui atrás de terapia, comecei um novo tratamento psiquiátrico...
Em 2019 descobri, errando, que psicotrópicos, antidepressivos e antipsicóticos não podem ser misturados com álcool. Quase agredi meu namorado. Terminamos. Estava trabalhando em um call center, então tudo bem... pelo menos mantinha a mente ocupada.
Sem objetivos definidos, trabalhando em uma vaga temporária (de alta rotatividade e baixa chance de efetivação), o contrato acabou e eu entrei pros 13 milhões de brasileiros desempregados. Passou-se o ano.
2020, recomecei a faculdade. Estou indo bem. Apesar do caos lá fora, estou cheio de determinação, e estou seguindo em frente. Não tem mais espaço no meu coração para amor senão o amor-próprio; não tenho mais que três amigos, e é um mistério como me aguentaram até esse ponto, não sei como apareceram, nem mesmo como fazer novas amizades.
Encerro, então, essa minha autobiografia, com essas três palavras, que só entendi vivendo...
It gets better.
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2018.12.17 04:37 IBFCLOSEDOWN Sally Face Personagens

Sally Face Personagens
Larry : Amigo de Sal , (que aparece morto como fantasma em uma das cenas, e mata o doutor que estava ajudando Sal de susto).

Ashley : Amiga antiga de Sal , que irá testemunhar contra Sal no julgamento.

Todd : Amigo de Sal , que modificou o Gearboy de Sal e o transformou e um "caça fantasma'' .No futuro ficou maluco por causa de um acidente.

Phelps: Cara que faz BULE com Sal e gosta do sanduíche de mortadela.

Charley: Gordo colecionador de bonecos de My little Pony . Culapdo pelo assasinato da Sra. Sanderson , que na verdade estava Possuído

David: Personagem secundario que vive no 302 e tem uma BELA ESPOSA chamada Sara.

Diane Fisher: Mãe de Sal ,assasinada por um cachorro (como é mostrado no inico da historia).

Dr.Enon : O psicólogo de Sal antes de seu julgamento

Gizmo: Gato de Sal , que aparece sentado no sofá com as fotos de youtubers atrás

Henry Fisher : Pai? de Sal.

Megan: Fantasma que Sal ve com seu GearBoy.

Sra. Rosenberg: Personagem secundária (Velha q fala pra krl)

Sr.Addison: Dono dos apartamentos Addison ,onde morava Sal.(O cara do chá que se esconde atrás da porta)

Sra.Packerton: Professora de Sal e fabricante da mortadela feita de carne humana.Morre logo após a descoberta de que a mortadela é de carne humana em um acidente de carro.

Sr.Packerton: Marido da sra.Packerton que estava sendo mantido em estado vegetativo.(Vc ''Matou'' ele tirando o aparelho da tomada).

Sra.Sanderson: Assasinada por Charley (Quando estava possuído). Pode ser vista com o GearBoy de Sal.

Neil: Namorado de Todd , que aparece no capítulo "The Trial" , morando com Sal.

Jim : Pai? de Larry que abandou ele e sua mãe.(Suspeito de fazer parte da "Seita")

Lisa: Mãe de Larry ,Trabalha nos apartamentos Addison


Desculpa qualquer erro de digitacão ,fiz na pressa e meu teclado é americano e não tem cedilha.

Peguei algumas coisas desse site aí : http://sally-face.wikia.com/wiki/Category:Characters

Espero ter ajudado

SALLY FACE É INCRÍVEL
MENOR QUE TRES

Nick da twitch : Kshas_










https://preview.redd.it/cvxsa632er421.jpg?width=460&format=pjpg&auto=webp&s=f190d493309b86b3a1976c3f4815b1d88703f893
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BRAZILIAN MILSO: COMO É NAMORAR UM MILITAR AMERICANO ESTOU NAMORANDO UM AMERICANO?  Que diabos? - YouTube FALEI em PORTUGUÊS com meu NAMORADO AMERICANO | Déborah ... Namorado Americano (Boyfriend Tag + Abrasileirando ... Namorando um AMERICANO! TAG: Daniel responde!! ATIVE A ... namorei mais um americano e deu merda de novo - YouTube 10 COISAS que VOCÊ Deve SABER antes de NAMORAR um AMERICANO Como conheci meu boy americano NAMORANDO UM AMERICANO!! 5 Diferencas entre namorar um ...

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Instagram/Snapchat = brendasarmanho Falaaaaaa pessual, tudo bem? Aqui esta o segundo video do canal com um assunto muito pedido principalmente por mulheresssss curiosas em saber as diferencas e... * Venham conversar comigo * ------------------------------------------------------------------------------------------------------------ INSTAGRAM - http://w... Faaaaaala pessuuuuuual, okay? Hope so!! At the request of many, this is the first video with Daniel, and he is answering questions about our relationship. I ... Canal do Zachary: https://www.youtube.com/channel/UChu8UGNUFI5MVUKQU8V4fOQ --- REDES SOCIAS: @limelchert ----- ENVIE PRESENTES/CARTINHAS NA CAIXA POSTAL: Núm... https://soulphia.com/tim/ clique aqui e ganha seu ebook de graça ASSINE MEU CANAL E RECEBA TODAS ATUALIZAÇÕES: https://timexplica.com/youtube ME SIGA NAS R... Um resumo da nossa história de amor ️ - Duration: 11:54. ... FALEI em PORTUGUÊS com meu NAMORADO AMERICANO | Déborah Hudz - Duration: 12:39. Déborah Hudz 100,068 views. Enjoy the videos and music you love, upload original content, and share it all with friends, family, and the world on YouTube. No video de hoje venho contar para vocês como é ser uma MILSO (Military Significant Other), que além de já ser difícil ter um relacionamento com um militar, meu namorado ainda é americano.